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Como fazer um roteiro de entrevista

Por Karol Jares. Atualizado: 20 janeiro 2017
Como fazer um roteiro de entrevista
Imagem: radaramazonico.com.br

A entrevista de emprego é algo que ainda deixa muito candidatos extremamente nervosos e também alguns profissionais de RH. O que deve ser dito, quais perguntas devem ser feitas e até mesmo a roupa que se deve usar são dúvidas que estão tanto do lado do entrevistado como do entrevistador. O UmComo te ajuda, dando uma dica de como fazer um roteiro de entrevista.

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Passos a seguir:
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A entrevista de emprego é a chance do candidato falar suas experiências, um pouco mais de si mesmo e de como ele poderia agregar valores para a empresa. Além disso, é uma forma da empresa procurar o candidato ideal para ela. Seguir um roteiro de entrevista é uma maneira de otimizar as informações que devem ser ditas e respondidas por ambas as partes.

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Apresentação

Nessa primeira etapa, é importante que o recrutador apresente a empresa, além de explicar o que espera do candidato para determinada vaga. É importante também que o candidato se sinta confortável, não em um ambiente onde o recrutador esteja em uma posição de superioridade. Isso impede o bom andamento da entrevista.

Para o candidato: uma boa apresentação é fundamental. Seja enérgico e educado. Não saia falando, nem sobre seu currículo ou sobre qualquer outra coisa. Você terá seu espaço de fala.

Para o entrevistador: Se apresente e apresente a empresa, de forma a situar o candidato dos seus valores e exigências.

Como fazer um roteiro de entrevista - Passo 2
Imagem: actitudfem.com
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Perguntas

Juntamente com as especificações desejadas pela a empresa, vem as perguntas ao candidato, para saber se o mesmo se enquadra nas exigências.

Para o candidato: evite respostas evasivas, como “talvez” e “depende”. Essa etapa é a chance de você “vender o seu peixe”, mostrando que possui as habilidades necessárias para ocupar o cargo.

Para o entrevistador: Com a ajuda do currículo, confira as informações colocadas nele e tire as dúvidas decorrentes sobre as mesmas. Pergunte também sobre detalhes das experiências anteriores, as responsabilidades de cargos, projetos e cursos de formação. Não faça perguntas muito íntimas e que abram precedente para qualquer tipo de problema, como tom discriminatório ou até algo mais grave.

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Espaço do candidato

Essa é a hora do candidato à vaga falar um pouco de si mesmo, e também sobre experiências anteriores e habilidades que não tenham sido perguntadas pelo entrevistador. É importante falar apenas o que for necessário e relevante.

Para o candidato: Não se sabote. Não fale dos seus defeitos, dos seus problemas pessoais ou sua dificuldade em acordar cedo. Mas cuidado com o extremo oposto: não se elogie demais; isso mostra arrogância e pode ser interpretada como má vontade em aprender coisas novas.

Para o entrevistador: deixe o candidato falar nessa hora, mas caso haja alguma dúvida, pergunte de forma sutil. Por exemplo, se o candidato disser “sou muito dinâmico”, é valido que o recrutador pergunte, por exemplo, “dinâmico?”. Isso deixa claro que é preciso que o candidato explique melhor sobre essa qualidade, com exemplos de cargos anteriores ou mesmo habilidades interpessoais.

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Pontos positivos e negativos

Nessa parte da maioria das entrevistas, o candidato deve citar um ponto positivo e negativo na sua personalidade.

Para o candidato: os pontos positivos e negativos devem, obrigatoriamente, ter relação com a sua vida profissional, sem apelos pessoais. Antes da entrevista, faça uma pesquisa sobre a empresa, quais são os valores da mesma e o que isso tem a ver com o seu perfil profissional. Na hora de citar os pontos negativos, jamais use os termos “perfeccionista” ou “ansioso”. Isso é extremamente batido, pois são defeitos que podem ser vistos como qualidades.

Para o entrevistador: aqui já é possível ter uma boa ideia do tipo de candidato que se está entrevistando. Pelo comportamento do mesmo no decorrer da entrevista, é possível ver se aquele ponto positivo é verdade e ter uma ideia de qual é o ponto negativo. É mais um espaço para verificar a capacidade de autoavaliação do candidato, mesmo que o recrutador já saiba a resposta.

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Saídas de empregos anteriores

Essa pergunta pode surgir ao longo da entrevista, principalmente se o candidato ficou pouco tempo em outras empresas.

Para o candidato: aqui, todo cuidado é pouco. Se a saída da última empresa se deu por algo grave, como desavença pessoal com o seu chefe, seja ético e diga apenas “conflito de interesses” ou “necessidade de expandir os horizontes profissionais”. Ninguém quer um funcionário que, assim que sai de um lugar, fale mal do mesmo.

Para o entrevistador: essa é uma boa hora de avaliar a ética do candidato na sua conduta profissional. Nem todas as saídas de emprego são de forma amigável, mas o que define o tipo de profissional desejado é como ele dará essa resposta. Se arranjará uma saída elegante para explicar esse assunto ou se vai jogar a culpa na empresa e no chefe, que nunca o compreendem, por exemplo.

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Detalhes do cargo

Aqui vem uma descrição mais específica do cargo, como tarefas, atribuições, valores e benefícios. Pode ser que o entrevistado deva dizer se aquela proposta o interessa.

Para o candidato: não comece a chorar as mágoas das suas contas para pagar e como você precisa do emprego. Você não está se inscrevendo em nenhum programa de caridade. O relevante é sempre sua qualificação e possível contribuição para a empresa.

Caso exista a pergunta sobre pretensão salarial, seja coerente. Não se desvalorize, pedindo um valor muito baixo, nem superestime suas capacidades, exigindo um valor muito alto. Uma pesquisa na internet sobre o piso salarial do cargo dará uma boa noção de valores.

Para o entrevistador: seja sincero quanto ao cargo. Diga o salário, as reais possibilidades de crescimento e a carga horária. Não fantasie sobre valores e metas impossíveis de serem atingidas. Isso cria uma expectativa no candidato que não será atendida e faz com que a empresa contrate alguém que logo vai se desiludir com o emprego. É ruim para os dois lados.

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Finalização

Seguindo esse roteiro de entrevista, a mesma está chegando ao fim. É possível que o recrutador já possua uma ideia se esse é o candidato adequado ao cargo ou não.

Para o candidato: se houver alguma dúvida ou informação que deva ser esclarecida, agora é a hora. Mas cuidado: é importante prestar atenção no decorrer da entrevista, e assim não fazer uma pergunta que já foi respondida no começo da mesma ou citar uma informação que deveria ter sido dita em outro momento.

Para o entrevistador: Informe com clareza sobre o tempo de retorno para uma resposta. Se não houver um dia certo, dê ao menos uma média. Caso o candidato entrevistado definitivamente não possua os requisitos necessário, deixe isso claro, mas de forma educada. Ele não precisa ser humilhado ou magoado. Se ele insistir, diga apenas que outros candidatos apresentaram melhores habilidades e possíveis contribuições para a empresa.

Dica para os candidatos: antes de qualquer entrevista, faça uma pesquisa sobre a empresa, seus valores, missão, visão e cultura. Isso pode ser um diferencial na hora de dizer “por que você se considera o melhor candidato para preencher essa vaga?”

Como fazer um roteiro de entrevista - Passo 8
Imagem: mulher.com.br

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