O que é crowdfunding?
O crowdfunding (ou financiamento coletivo) é um método para obter fundos por meio de pequenas contribuições de um grande número de pessoas, geralmente por plataformas online. Ele é utilizado para financiar projetos criativos, startups, produtos inovadores, causas sociais, negócios e mais. A seguir, neste artigo do umCOMO, contamos com mais detalhes o que é crowdfunding, como ele funciona, suas vantagens e desvantagens. Também explicaremos quais tipos existem e quais plataformas atualmente estão disponíveis para fazer crowdfunding. Confira!
O que é crowdfunding?
O crowdfunding é uma ferramenta poderosa para financiar ideias por meio de pequenas contribuições coletivas. Seu sucesso depende da comunicação, da preparação e do valor do projeto. É ideal para testar ideias e gerar comunidade, embora exija trabalho e transparência. Portanto, é um método de financiamento coletivo no qual muitas pessoas contribuem com pequenas quantias de dinheiro, geralmente por plataformas online, para apoiar um projeto, ideia, produto, empresa ou causa social. Em poucas palavras: muitas pessoas contribuem para possibilitar algo que, de outra forma, seria difícil financiar.
Costuma ser utilizado para:
- Empreendimentos e startups;
- Produtos inovadores;
- Projetos artísticos ou culturais;
- Causas solidárias;
- Pesquisa e tecnologia.
Existem várias modalidades, como doações, recompensas, empréstimos (crowdlending) e investimento (equity crowdfunding).
Como funciona o crowdfunding?
O crowdfunding funciona por meio de um processo simples que conecta criadores de projetos com pessoas dispostas a financiá-los. O criador prepara uma campanha e quem precisa de financiamento desenvolve uma apresentação do projeto que inclui:
- Objetivo econômico;
- Descrição e propósito;
- Prazo de arrecadação;
- Recompensas (se aplicável);
- Fotos, vídeo, protótipos, etc.
Isso gera confiança e motiva as pessoas a contribuírem. A campanha é publicada em uma plataforma de crowdfunding como Kickstarter, Indiegogo, GoFundMe, Verkami, Ulule, etc. Lá, qualquer pessoa pode vê-la e decidir se apoia.
Os participantes que contribuem com dinheiro são chamados de apoiadores ou backers, e contribuem com pequenas ou grandes quantias de acordo com seu interesse. Assim, a meta de financiamento é alcançada (ou não) e, às vezes, é necessário combinar métodos de financiamento.
Existem dois modelos principais de crowdfunding nas plataformas:
- Tudo ou nada: se a campanha não atingir o objetivo, o criador não recebe o dinheiro;
- Tudo conta: o criador recebe tudo o que foi arrecadado, mesmo que não atinja a meta.
Chegando a este ponto, o criador utiliza os fundos e entrega as recompensas, no caso deste último passo ser aplicável à sua campanha.
Quais tipos de financiamento coletivo existem?
Existem cinco tipos principais de crowdfunding, classificados conforme o que o contribuinte recebe em troca. Confira:
Crowdfunding de doação
As pessoas contribuem com dinheiro sem esperar nada em troca. É usado para:
- Causas solidárias;
- Emergências;
- Projetos comunitários.
Exemplo: campanhas no Vakinha para ajudar uma pessoa ou instituição.
Crowdfunding de recompensas
Os apoiadores recebem uma recompensa não financeira, como um produto, serviço ou experiência. É o tipo mais popular para:
- Lançamento de produtos;
- Projetos artísticos;
- Empreendimentos criativos.
Exemplo: receber um protótipo ou edição especial de um produto financiado no Kickstarter.
Crowdfunding de investimento (equity crowdfunding)
As pessoas contribuem com dinheiro em troca de participação acionária em uma empresa. Assim, os apoiadores se tornam pequenos investidores. É usado para:
- Startups;
- Empresas em crescimento.
Exemplo: receber uma porcentagem da empresa através de plataformas como a Captable.
Crowdfunding de empréstimos (crowdlending)
A comunidade empresta dinheiro ao criador ou empresa, e recebe o dinheiro de volta com juros. É usado para:
- Pequenas e médias empresas;
- Projetos de expansão comercial;
- Necessidades de capital de giro.
Exemplo: plataformas como a Mutual.
Crowdfunding de royalties (royalty crowdfunding)
Os contribuintes recebem uma porcentagem dos rendimentos futuros gerados pelo projeto financiado. É usado para:
- Produtos inovadores;
- Projetos culturais (música, livros, cinema);
- Tecnologia e patentes.
Exemplo: receber uma parte das vendas anuais de um produto.
Quais são as vantagens do crowdfunding?
- O crowdfunding oferece financiamento acessível, divulgação, validação de mercado e criação de comunidade, tudo com menor risco inicial e sem necessidade de ceder controle (dependendo do tipo escolhido);
- Permite acesso a financiamento sem bancos ou investidores tradicionais e obter dinheiro sem depender de empréstimos bancários, capital de risco ou fundos próprios;
- Ideal para empreendedores, artistas, inventores e ONGs;
- Validação de mercado antes do lançamento. Se muitas pessoas contribuem, significa que a ideia gera interesse real;
- Serve como prova de que o produto tem demanda antes de investir grandes recursos;
- Divulgação e visibilidade. As campanhas funcionam como uma ferramenta de marketing;
- Ajudam a espalhar a ideia do produto ou projeto enquanto se arrecada dinheiro;
- Criação de uma comunidade de apoio. Os apoiadores se tornam seguidores e promotores do projeto. Além disso, podem dar feedback valioso para melhorar o produto;
- Redução de riscos, ao permitir testar a ideia, arrecadar fundos e medir a demanda antes de produzir em massa ou investir demais;
- Flexibilidade de modalidades, o que permite adaptar-se ao tipo de projeto. Você pode escolher entre doações, recompensas, investimentos, empréstimos, royalties...
- Controle do projeto. No crowdfunding de recompensas, o criador mantém 100% da propriedade do projeto (diferente de buscar investidores que pedem participação);
- Possibilidade de arrecadar mais do que o esperado. Muitas campanhas superam a meta inicial quando o projeto causa muito entusiasmo.
Quais são as desvantagens do crowdfunding?
Entre as desvantagens do crowdfunding, destaca-se o fato de não haver garantia de sucesso. Muitos projetos não atingem a meta de arrecadação e, além disso, exige planejamento, construção prévia de uma comunidade e marketing constante. Confira outras desvantagens:
Alto esforço em comunicação e promoção
Para se destacar, uma campanha precisa de:
- Vídeo de apresentação;
- Imagens de qualidade;
- Atualizações constantes;
- Estratégia em redes sociais.
Comissões e custos
As plataformas costumam cobrar entre 3% e 8% do dinheiro arrecadado. A isso podem somar-se custos de transação, produção e envio das recompensas.
Risco de não cumprir as recompensas
Isso ocorre se o projeto tiver complicações, podendo gerar avaliações ruins e afetar a reputação do criador. Algumas complicações podem ser:
- Atrasos;
- Problemas de produção;
- Custos inesperados.
Exposição pública da ideia
Ao publicar o projeto, outros podem:
- Copiar a ideia;
- Lançar uma versão melhorada;
- Competir antes que você finalize seu produto.
Pressão e expectativas dos apoiadores
Os apoiadores esperam resultados, transparência e cumprimento de prazos. A pressão pode ser alta, especialmente para projetos complexos.
Cumprimento de regulamentações (em investimento ou empréstimos)
No equity crowdfunding e crowdlending, há requisitos legais e financeiros que podem ser extensos ou custosos.
Quais são as plataformas de crowdfunding mais populares?
Dependendo do tipo de crowdfunding que você deseja usar (recompensas, doações, participação acionária, empréstimos, imóveis), algumas plataformas são mais populares do que outras. Confira:
- Kickstarter: muito conhecida para projetos criativos, produtos, tecnologia e inovação;
- Indiegogo: flexível, permite campanhas "tudo ou nada" ou "financiamento flexível";
- GoFundMe: muito usada para causas pessoais, doações, emergências, iniciativas solidárias;
- Patreon: ideal para criadores (músicos, escritores, podcasters) que querem receber apoio recorrente de seus seguidores;
- Catarse: uma das plataformas mais conhecidas no Brasil para projetos culturais, criativos e de produção de conteúdo;
- Benfeitoria: voltada a projetos de impacto social, causas coletivas e iniciativas com propósito;
- Kickante: flexível, permite campanhas com ou sem meta obrigatória, atendendo a diferentes tipos de projetos;
- Apoia.se: ideal para financiamento recorrente, especialmente por meio de assinaturas mensais de criadores e causas;
- Vakinha: muito utilizada para arrecadações pessoais, emergências, campanhas solidárias e causas diversas.
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