O planejamento e controle financeiro são aspectos fundamentais da gestão de qualquer organização, sejam empresas, ONG’s, entidades religiosas, famílias e pessoas. A devida avaliação periódica das receitas, despesas e investimentos permite traçar o caminho que está sendo percorrido, bem como possibilita ajustar seus componentes para que o ciclo financeiro ocorra conforme o planejado. Para facilitar a elaboração dessa importante ferramenta de gestão, em umComo.com.br damos-lhe informações fundamentais sobre como montar um fluxo de caixa.
Divida as entradas de acordo com a fonte (vendas, empréstimos, outras receitas, etc.), e de acordo com a forma (dinheiro, cheque, bancos, etc.). Tais informações permitem maior controle do fluxo de caixa. Por exemplo, ao categorizar adequadamente as fontes de receita, você pode identificar quais áreas estão gerando mais valor e focar em estratégias para potencializar esses resultados.
Separe também os gastos segundo a forma em que foram efetuados, separando-os ainda entre: despesas fixas, despesas variáveis e investimentos. Essa ação permite visualizar a concentração de recursos gastos em cada saída. Além disso, ao entender melhor seus custos, é possível otimizar despesas e redirecionar investimentos para áreas mais lucrativas ou essenciais para o crescimento do negócio.
Ao final de cada período, calcule o saldo das operações realizadas e lance o valor como saldo inicial do próximo período de seu fluxo de caixa. Mantenha controle contínuo para melhor aproveitamento desta ferramenta, para que represente sempre a situação atual das operações. Dessa forma, é possível fazer ajustes em tempo real e tomar decisões mais informadas e estratégicas.
Para maior detalhamento, faça uma planilha de fluxo de caixa por dia, montando consolidados semanais, mensais, etc., de acordo com a necessidade. Quanto mais detalhado, tanto mais fácil para identificar as contas mais sensíveis e os possíveis problemas de saldo. Cabe destacar que a visualização dos dados em diferentes intervalos de tempo pode revelar tendências que não seriam perceptíveis em análises menos detalhadas.
O saldo negativo não significa necessariamente prejuízo. Para apurar esse fato, faça um DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) de um período maior de atividade – um ano, por exemplo – que incluirá outras variáveis e permitirá um diagnóstico mais preciso. Por outro lado, o DRE pode oferecer insights valiosos sobre a saúde financeira do negócio, ajudando a identificar áreas que necessitam de melhorias.
Para quem trabalha com recebimentos ou pagamentos a prazo, é possível projetar o fluxo de caixa com base nas ocorrências futuras que já estão previstas. No momento oportuno, compare o fluxo projetado com o real, para mensurar o quanto o planejamento se aproximou da realidade futura, e quais variáveis mais influenciaram o resultado final. Da mesma maneira, essa análise pode ajudar a ajustar previsões futuras e melhorar a precisão do planejamento financeiro.
Se deseja aprofundar a análise do fluxo de caixa, elabore gráficos demonstrativos dos períodos, onde será possível visualizar o comportamento das receitas e despesas ao longo do período avaliado. Fazendo isso, poderá observar como está seu ciclo financeiro – prazos de pagamentos aos fornecedores, recebimentos dos clientes, giro de caixa, etc. Neste sentido, gráficos podem facilitar a comunicação das informações financeiras para toda a equipe, promovendo um entendimento comum sobre a situação financeira.
Maiores informações sobre o fluxo de caixa e planejamento financeiro podem ser obtidos junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE. Este órgão oferece uma variedade de recursos e consultorias para ajudar empreendedores a melhorar suas práticas de gestão financeira e alcançar melhores resultados.
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